sexta-feira, 5 de outubro de 2018

No dia 15 de outubro



No próximo dia 15 de outubro, o Quadro Negro faz um ano de idade. Não esqueço essa data, uma vez que publiquei aqui o meu primeiro artigo na noite em que o país foi varrido por incêndios, de lés a lés.
Foram muitas centenas de horas as que, ao longo destes 365 dias, dediquei à causa docente: muitos textos de análise crítica, outros tantos de exortação à resiliência e à luta, muitas sugestões para mudar rumos na educação… e uma proposta que foi muito longe (a da conversão do tempo congelado em bonificação da contagem do tempo para a reforma).
Não foi nada de extraordinário — poderão dizer — mas, ainda assim, à semelhança do que tenho feito desde 2008, soube estar no pequeníssimo grupo daqueles que, aqui e na escola, mais têm dado à dita luta dos professores. E é por isso que, uma vez mais, atingi o cúmulo das náuseas provocadas pela ingratidão e pela baixeza de linguagem de muitos dos meus colegas de profissão.
Hoje, ao fim do dia, retirar-me-ei dos grupos de professores do Facebook (Escola Aberta, Professores e Educadores de Portugal e Movimento Pela Vinculação de Professores). No dia 15, despedir-me-ei deste blogue. Tal como Camões, não é do canto que estou cansado!
A Escola Pública nada perderá, pois poderá continuar a contar com o denodo, com a inteligência e com a nobreza de espírito e de linguagem daqueles e daquelas que, a partir da longínqua ponta da cauda do último batalhão, disparam aleivosas e ingratas setas contra quem está a dar o peito às balas. É por estas e por outras que estamos como estamos!
É triste dizer isto no Dia Mundial do Professor e no momento em que, na Capital, se prepara uma manifestação, mas… é assim mesmo. Não quis nem o procurei, como é óbvio. Aconteceu.

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