quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Amanhã, sejamos um só!


Imagem retirada daqui.

Outrora, nas aldeias transmontanas, em situação de emergência, os sinos tocavam a rebate. E todo o povo acorria ao palco do perigo. Nessas ocasiões, todos os ódios, todas as inimizades e todas as desavenças eram postas de lado, por uma causa maior. Depois de salvar o que havia a salvar, a vida retomava as suas rotinas e os velhos afastamentos. Mas, por vezes, certas distâncias eram mesmo ultrapassadas.
É este espírito coletivo, comunitário, que nos falta. Por muitas queixas que tenhamos dos sindicatos, devíamos acorrer todos à luta, sempre que os sinos sindicais tocam a rebate. Por muitas queixas que possamos ter dos sindicatos, não chegam aos calcanhares das queixas que temos do Ministério da Educação, não é verdade? Se morasse em nós essa disciplina e essa força coletiva, deixávamos as nossas divergências para antes e depois de cada luta. Em dia de greve, respondíamos a 100%. E tudo seria radicalmente diferente, tenho a certeza.
Amanhã, aqui no Norte, os sinos tocarão a rebate. Sejamos todos “aldeãos, aldeões e aldeães”.

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