sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Loro Sae



Quando escrevi, no artigo anterior, “ é chegada a hora de fechar a porta e partir, à procura ― quem sabe? ― de um clarim qualquer que, inesperadamente, acorde lá longe, ou em mim, algo azul que me faça reviver”, estava a léguas de saber quão proféticas eram essas minhas palavras. De facto, foi lá longe, muito longe, do outro lado do mundo, que soou o clarim que ecoou na minha alma.
Ao quieto mar de lamúrias, que, em sonhos, se vê revolto e capaz de derrubar paredões e engolir arribas… nada tenho a dizer. Já não acredito que seja capaz de acordar da letargia. Sobre a minha mais do que provável partida para Timor, tudo dirão as brisas sussurrantes, menos a essência, a verdade, única, gelada, impactante: a minha profundíssima objeção de consciência.