domingo, 7 de outubro de 2018

Estamos feitos… à manife!



Como tenho dito, inúmeras vezes, chegada a hora de lutar, luta-se. As críticas, os lamentos e as divergências ficam para depois. É o que agora faço, de forma muito sumária.
Esperava mais dos sindicatos, no final da manifestação da passada sexta-feira. Penso que será esse espírito da grande maioria dos professores. Perante a provocação que o Governo fez na véspera, talvez se exigisse muito mais contundência. Contudo, o que se viu foi mais ou menos o habitual: pedido de audiência ao Presidente da República, promessas de guerra aberta com combates nos tribunais, regresso da luta lá para finais do primeiro período… Confesso que, talvez por ser demasiado impetuoso, esperava já algo de mais concreto. Ousei supor que os sindicatos não iriam deixar arrefecer os ânimos. Na minha vertigem marciana, ousara mesmo sonhar que a Plataforma Sindical iria reunir de emergência e avançar com uma greve demolidora. Mas não, a realidade não se compadece com os meus delírios.
Quanto ao STOP, que me empolgou no final do ano letivo, está agora a inspirar-me o Prémio Wally: onde está o STOP de junho, julho e agosto? Foram à manife exigir a demissão de Brandão e Leitão, mas nem nisso foram suficientemente assertivos: esqueceram-se do João, o pai da “exclusão” e da “flexi(ha)bilidade”. Assim, não!
Acho que os professores estão muito mais fartos do que os sindicatos. Porque estão no terreno, cada vez mais insuportável, a carregar todas as pedras e a levar todas as chicotadas. É por isso que clamam por uma luta que os sindicatos talvez não consigam ousar. A Plataforma repete os rituais de sempre, o STOP parece que fez jus ao nome. E nós… continuamos a fritar.

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