domingo, 2 de setembro de 2018

Vai avante!



Para o bem e para o… menos bem (não há mal nenhum nisto), gostem ou não gostem, adiram ou não adiram, queiram ou não queiram… estou na génese da ideia da conversão do tempo congelado em bonificação da contagem do tempo para a reforma. Vai avante!
Lancei-a no Facebook (onde se fez viral), enviei-a depois, por e-mail, ao ministro da Educação e a João Dias da Silva (que me prometeu, por escrito, levá-la à mesa das negociações). Relativamente a Mário Nogueira, não adotei o mesmo procedimento porque só mais tarde obtive o seu endereço eletrónico. Já ele tinha tido conhecimento por outros meios. Mas o mais importante foi conseguido: a proposta chegou a quem pode estudá-la, negociá-la e tomar decisões a seu respeito. É o que está a acontecer.
Sei que há muitas vozes contrárias, mas… receio que não tenham toda a razão que julgam ter. Nunca tal solução poderá ter caráter obrigatório. Será sempre uma possibilidade para quem a quiser adotar. E quem o fizer estará no seu direito, dado que não terá um tratamento de privilégio relativamente aos seus pares, nem beneficiará de regalias indevidas pagas pelo Estado, bem pelo contrário (apenas terá ganhos subjetivos, não materiais). Até porque, como é óbvio, tal conversão não será direta, ou seja, nove anos de tempo congelado convertidos em nove anos de bonificação. Os demais — ou porque estão no início da carreia ou porque simplesmente não querem “trocas e baldrocas”, epíteto que já tentaram colar-me — poderão continuar a lutar por aquela que entendem ser a única forma de resolver esta contenda: a contagem pura e simples de todo o tempo, ainda que com faseamento da sua concretização. Estarão também no seu pleno direito. É assim a democracia. E podem contar com o meu empenho nessa frente, como, aliás tenho feito até ao momento: assinei a ILC e fui, creio eu, irrepreensível na adesão à última greve (aos 366 euros descontados e julho, foram somados 117 euros em agosto). 
Como sei que esta ideia está a ser ponderada para se tornar realidade? Não, não tenho fontes muito próximas nem bola de cristal (infelizmente), mas julgo ter uma pequena parcela daquele dom que Marcelo Rebelo de Sousa diz possuir (e possui mesmo): somei 2+3 e deu 5. É, no meu entender, só uma questão de tempo, ou de… timing, para ser mais rigoroso.

PS – Amanhã, apresentar-vos-ei outra ideia que tem tanto de “louca” como de estrategicamente inteligente e previsivelmente eficaz. Não receio parecer tolo.

2 comentários:

  1. Não devemos recear o que os outros possam pensar das nossas ideias embora seja óbvio que tal aconteça. Concordo com a tua ideia. Também gostaria da bonificação ..

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