Colegas,
Apesar
da dura agenda grevista que ainda temos pela frente, estou convencido de que
estamos no ponto culminante desta luta. É, no meu entender, nos próximos três
dias que o sucesso ou insucesso desta onda reivindicativa vão ser decididos.
Na verdade, os sinais de desnorte vindos do
Ministério e dos seus habituais “acólitos” são reveladores da força e do
impacto desta greve. As declarações oblíquas do grande líder da CONFAP, a nota (des)informativa
da DGEstE e o beija-mão imediato de Filinto Lima, o presidente dos diretores, são
um contributo inflamatório com o qual, sinceramente, não contava. Mas “é
bem-vindo”, porque nos acrescentou a gota de revolta que nos faltava para nos
unirmos ainda mais nesta decisiva frente de contestação que as circunstâncias
nos obrigaram a abrir. Seria ouro, se todos percebêssemos quão decisivo é este
momento. Daqui, só temos duas saídas possíveis: a recuperação do tempo que nos
pretendem surripiar ou o descrédito total. Uma contenda desta índole não admite
retiradas airosas.
Amanhã,
em muitas escolas, começam as “terceiras reuniões”, aquelas que os diretores
convocam com 24 quatro horas de antecedência e que, segundo a referida nota
informativa, de legalidade muito duvidosa, podem realizar-se com a ausência de
um professor e com recurso a certos procedimentos “inovadores”. Penso que se
trata de um território demasiado “minado”, quer para diretores quer para os
professores que aceitarem assumir fazer parte desses conselhos de turma “revolucionários”.
Consequentemente — e porque sou diretor de turma — amanhã e nos dias seguintes
farei greve. Dessa forma, ficarei longe dessas areias movediças. Penso que idêntica
atitude será tomada pelos meus colegas, pois, para além da resiliência já
demonstrada (as reuniões de hoje voltaram a ser adiadas), ninguém deseja ser “mordomo
de tal festa”. Estou, por isso, convencido de que o posicionamento dos
diretores de turma será absolutamente decisivo.
Como
afirmei acima, não acredito que, se nos mantivermos firmes, o Governo possa
suportar este confronto por muito mais tempo. Firmeza até sexta-feira, dia 15,
é imprescindível. E pode ser suficiente. É, pois, este o momento de todas as
convergências, de todas as energias. É chegada a hora, não de roer, mas de
esticar a corda. Não tenhamos medo de vencer, porque a razão está connosco!
Sereno
abraço!

Concordo totalmente! Estão a tentar evitar que esta situação se arraste e atinja a próxima semana e que o efeito bola de neve contamine as reuniões de avaliação dos anos não terminais. Teremos que ser firmes e determinados como nunca!!! Força, colegas.
ResponderEliminarSim, é preciso resistir.
ResponderEliminarSim, o momento decisivo aproxima-se. É imperioso resistir! Desejo a todos a força e coragem necessárias para persistirmos!
ResponderEliminarCreio que a onda gerada é crescente e (atrevo-me a dizê-lo) imparável. Mas eu sou um otimista incurável, apesar de o Quadro Negro poder sugerir o contrário.
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