terça-feira, 12 de junho de 2018

Aos professores ainda vivos




Colegas,
Apesar da dura agenda grevista que ainda temos pela frente, estou convencido de que estamos no ponto culminante desta luta. É, no meu entender, nos próximos três dias que o sucesso ou insucesso desta onda reivindicativa vão ser decididos.
 Na verdade, os sinais de desnorte vindos do Ministério e dos seus habituais “acólitos” são reveladores da força e do impacto desta greve. As declarações oblíquas do grande líder da CONFAP, a nota (des)informativa da DGEstE e o beija-mão imediato de Filinto Lima, o presidente dos diretores, são um contributo inflamatório com o qual, sinceramente, não contava. Mas “é bem-vindo”, porque nos acrescentou a gota de revolta que nos faltava para nos unirmos ainda mais nesta decisiva frente de contestação que as circunstâncias nos obrigaram a abrir. Seria ouro, se todos percebêssemos quão decisivo é este momento. Daqui, só temos duas saídas possíveis: a recuperação do tempo que nos pretendem surripiar ou o descrédito total. Uma contenda desta índole não admite retiradas airosas.
Amanhã, em muitas escolas, começam as “terceiras reuniões”, aquelas que os diretores convocam com 24 quatro horas de antecedência e que, segundo a referida nota informativa, de legalidade muito duvidosa, podem realizar-se com a ausência de um professor e com recurso a certos procedimentos “inovadores”. Penso que se trata de um território demasiado “minado”, quer para diretores quer para os professores que aceitarem assumir fazer parte desses conselhos de turma “revolucionários”. Consequentemente — e porque sou diretor de turma — amanhã e nos dias seguintes farei greve. Dessa forma, ficarei longe dessas areias movediças. Penso que idêntica atitude será tomada pelos meus colegas, pois, para além da resiliência já demonstrada (as reuniões de hoje voltaram a ser adiadas), ninguém deseja ser “mordomo de tal festa”. Estou, por isso, convencido de que o posicionamento dos diretores de turma será absolutamente decisivo.
Como afirmei acima, não acredito que, se nos mantivermos firmes, o Governo possa suportar este confronto por muito mais tempo. Firmeza até sexta-feira, dia 15, é imprescindível. E pode ser suficiente. É, pois, este o momento de todas as convergências, de todas as energias. É chegada a hora, não de roer, mas de esticar a corda. Não tenhamos medo de vencer, porque a razão está connosco!
Sereno abraço!

4 comentários:

  1. Concordo totalmente! Estão a tentar evitar que esta situação se arraste e atinja a próxima semana e que o efeito bola de neve contamine as reuniões de avaliação dos anos não terminais. Teremos que ser firmes e determinados como nunca!!! Força, colegas.

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  2. Sim, o momento decisivo aproxima-se. É imperioso resistir! Desejo a todos a força e coragem necessárias para persistirmos!

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    1. Creio que a onda gerada é crescente e (atrevo-me a dizê-lo) imparável. Mas eu sou um otimista incurável, apesar de o Quadro Negro poder sugerir o contrário.

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