Imagem retirada daqui.
Uma
vez mais, os sindicatos atiraram ao lado. Mas, desta vez, no meu entender, o
falhanço foi maior, uma vez que não acertaram em nenhuma das coordenadas: nem
no espaço nem no tempo. Todavia, o último tiro (o do tempo) deixou penas. Foi
resvés Campo de Ourique, mas parece-me… fatal.
Sinceramente,
uma manife em Lisboa, no Marquês, é já um “arcaísmo”. Depois… a 19 de maio, um sábado…
a expelir palavras de ordem dirigidas “a gente surda e endurecida”… não me cheira. Parece-me,
a esta distância, uma ação desprovida de esperança, mais uma gigantesca petição
in praesentia do que a alegoria de
uma obstinada e inexorável exigência. Catarse.
Ora… “catarse
por catar-se”… mais valia fazer a concentração e a manife seis dias antes, a 13
de maio, na cova da Iria: domingo, dia do Senhor, efeméride de muita esperança
e de mais fé ainda, data propícia a milagres, recinto apinhado, a ouvir fado "ó p'ra lá", a ouvir futebol "ó p'ra cá"… Por outro lado, porquê pedir a ministros e a secretários de pau carunchoso, se podemos implorar diretamente a santas
verdadeiras ou ao Todo-Poderoso? Além disso, seria a primeira manife verdadeiramente
descentralizada, a vários títulos. Que pena!
A 13
de maio, eu iria. Assim… ainda vou ver se “errei”. Entretanto, aqui fica um
pensamento protoescatológico: errar no tempo quando é tempo o que se pretende
reclamar não é lá muito bom augúrio! Aguardo, pois, as condições, os ultimatos… essas coisas que podemos impor aos homens, mas
jamais a Deus.

Não podia estar mais e acordo! Infelizmente...
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