quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Miragem e má formação



A retoma económica começou quando decidimos seguir o nosso caminho, tomando as medidas que considerávamos mais ajustadas ao país que somos. Hoje, a Europa reconhece e admira o nosso desempenho. Por que carga de água certos cérebros continuam a querer copiar modelos que outros povos — povos com culturas e conjunturas muito diferentes das nossas — conceberam à sua medida.
Sempre fomos Grandes quando seguimos um caminho singular, aquele que os nossos passos pediam. Continuamos a ser grandes sempre que traçamos genuinamente o nosso destino. Não entendo, por isso, a estranha obsessão com a imitação, com a importação de fatos concebidos e costurados para outros corpos.
Quem crê que, copiando modelos de povos que há cem anos já apresentavam taxas de alfabetização por nós só recentemente alcançadas, pode, subitamente, igualar o desenvolvimento cultural/civilizacional desses povos não entende absolutamente nada de educação. Tal como as práticas pedagógicas, também as políticas educativas devem ser ajustadas àqueles a quem se destinam.
Encurtaremos muito mais rapidamente essas distâncias, se talharmos a nau à nossa lusitana medida: com os nossos professores, para os nossos alunos, contando com os nossos encarregados de educação, com o povo que somos, com as condições socioeconómicas que temos. Tudo o que se desviar desta estrela — creio eu — será miragem e má formação.

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