Uma
coisa é certa: não podemos acusar os sindicatos de não aprenderem com as
sucessivas experiências negociais em território ministerial. De tantas vezes reunirem
com o Governo, acabaram por integrar no seu modus
faciendi toda a sofisticação da atuação política. Tem mais requinte, agora,
a postura sindical.
Fartos
de greves do tipo beliscão, os professores reclamaram algo mais contundente,
mais fraturante… enfim, uma greve de vários dias. E o que fizeram os
sindicatos? Aquilo que têm feito os últimos elencos governamentais da Nação: fizeram
a vontade aos seus eleitores, disseram que sim (à maneira política). A tática
dos memorandos aplicada à arraia-docente: uma greve de vários dias, sim senhor,
MAS sem deixar de ser uma greve de um só dia; uma espécie de greve
salta-pocinhas com efeitos altamente demolidores, como facilmente se adivinha. E
foi porque não se lembraram (ou porque os professores não reclamaram), senão teriam
marcado uma greve nuclear, até ao final do período, quiçá do ano letivo: de agrupamento
em agrupamento, ou de escola em escola; uma espécie de volta a Portugal
grevista, ou seja, um autêntico tufão reivindicativo.
Estou
entusiasmadíssimo com esta espécie de forma de luta que ontem foi anunciada. Espero
que o Governo, no dia 12, não se lembre de propor uma qualquer declaração de compromisso,
na qual se comprometa a prometer que vai prometer, só para se livrar dos
efeitos destruidores desta terrível coreografia salta-pocinhas. Até tremo, só
de pensar!

Até ao fim do período ou até ao fim do ano. O que fosse preciso, até o ME deixar de gozar com a nossa cara e devolver o que nos roubou!
ResponderEliminarParece que mais do que um dia não é ortodoxo. Os sindicatos dizem que não têm gente para mais do que isso, os professores dizem que os sindicatos não se atrevem a mais. E não saímos disto (nem da lama em que estamos atolados).
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