De vez
em quando, como agora, fico sem uma única gota de ilusão que me permita
escrever sobre educação e/ou ensino. Procuro um fundo onde ancorar uma esperança
qualquer e não encontro. Olho à volta — o agora, o depois, as movimentações insinuadas, os esboços que vão sendo desenhados, os simulacros em preparação, as alternativas que se vão perfilando em horizontes
mais distantes… — e apenas enxergo negridões, negridões plurais de uma noite que
parece não ter fim.
Talvez
o meu silêncio seja menos doloroso e menos ruinoso, para quem me lê, do que os
gumes das palavras que se andam amotinando no meu cérebro. Assim… não semeio
sofrimento nem desesperança. Fico no meu canto a tentar apunhalar desilusões.
Mas…
desenganem-se os meus cangalheiros: estou muito longe de estar morto ou
desistente. O primeiro estado, em mim, sempre foi transitório e muito efémero; o
segundo nunca mais que aparente.

O estado transitório de todos nós! Alguns ainda nem perceberam!
ResponderEliminarEstão mesmo mortos.
ResponderEliminarUm abraço de outra moribunda.
ResponderEliminarRetribuo o abraço com prazer, Graça, mas devo dizer-lhe que não estou moribundo. Estou apenas em gestação de ímpeto. Ouviu com atenção a letra da canção que está a abrilhantar o fundo sonoro do blogue neste momento ("They Call Me Trinity")? :)
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