segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

De regresso à minha solidão




De vez em quando, como agora, fico sem uma única gota de ilusão que me permita escrever sobre educação e/ou ensino. Procuro um fundo onde ancorar uma esperança qualquer e não encontro. Olho à volta — o agora, o depois, as movimentações insinuadas, os esboços que vão sendo desenhados, os simulacros em preparação, as alternativas que se vão perfilando em horizontes mais distantes… — e apenas enxergo negridões, negridões plurais de uma noite que parece não ter fim.
Talvez o meu silêncio seja menos doloroso e menos ruinoso, para quem me lê, do que os gumes das palavras que se andam amotinando no meu cérebro. Assim… não semeio sofrimento nem desesperança. Fico no meu canto a tentar apunhalar desilusões.
Mas… desenganem-se os meus cangalheiros: estou muito longe de estar morto ou desistente. O primeiro estado, em mim, sempre foi transitório e muito efémero; o segundo nunca mais que aparente.



4 comentários:

  1. O estado transitório de todos nós! Alguns ainda nem perceberam!

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  2. Retribuo o abraço com prazer, Graça, mas devo dizer-lhe que não estou moribundo. Estou apenas em gestação de ímpeto. Ouviu com atenção a letra da canção que está a abrilhantar o fundo sonoro do blogue neste momento ("They Call Me Trinity")? :)

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