Ao
longo destes quatro últimos dias deste ano, fui manifestando, no Facebook, os
meus desejos para 2018. Doze, no total, em quatro parcelas iguais: três
dedicados aos professores, três dirigidos aos diretores, três relativos aos sindicatos
e três respeitantes ao Ministério da Educação.
Decidi
reuni-los e publicá-los também no Quadro Negro, para possibilitar uma visão de
conjunto e, sobretudo, para proporcionar também a leitura a quem não navega
naquela rede social.
Sonho
demasiado? Talvez. Porém, não estou a desejar nada “do outro mundo”, mas apenas
o que — creio eu e creem muitos professores — seria desejável e… perfeitamente possível.
Não tenho dúvidas de que a realização progressiva destes desejos traria muita brancura
a todo o sistema educativo: BRANCURA em toda a sua extensão simbólica.
Sei
que faço erguer contra mim muitas antipatias, outras tantas más vontades e algumas
aversões, mas também estou ciente de que tenho muitos mais colegas que me
estimam, que se reveem nas ideias que expresso e nas lutas que travo. Sinto que
a minha voz — por vezes pungente, por vezes aflita, por vezes estridente, por
vezes implacável — é o som sintático de um mar de silêncios. Mas não é apenas
por estes que aqui me dou (ao sacrifício, muitas vezes), é por todos, mesmo por
quem me detesta, por quem gostaria de me ver arrasado numa arena quente. Ainda
assim, continuo, porque só obedeço a princípios e valores, não a interesses nem
a simpatias ou antipatias. E acreditai que não desfrutarei de alguns dos
troféus pelos quais tanto me exponho. Não erguerei o seu ouro!
Para
que não restem dúvidas sobre quem combato e o que combato, terei de dizer três frases inequívocas: “amo” a diretora da minha escola, tenho uma consideração
ENORME pelo presidente do conselho geral e sou muito amigo de alguns diretores. No meu estandarte não estão nem os meus pés nem o meu
umbigo. Não é a minha sombra que me move.
Porque
é sobre os ombros dos professores que tudo cai e todos pisam, desejo a todos os
meus colegas (todos, sem exceção) um 2018 de união, de libertação e de
realização profissional. Nos arrabaldes desse anseio — já para lá dos limites da
razão — ainda ouso sonhar com “O Ano dos Professores”. Agora, sim, já estou a
voar!

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ResponderEliminarAbraço e feliz 20!8
Sempre solidário, Duilio!
EliminarUm grande abraço!
Feliz 2018!
Sabes que é difícil concretizar muitos deles... a começar pelo 1.º... ou pelo último... Aqui, também a ordem é arbitrária. ;)
ResponderEliminarUm ano novo novo todo o ano :)
Sim, é verdade, mas nenhum deles é impossível! :)
EliminarIgualmente (quanto ao "ano novo novo todo o ano")!