sábado, 4 de novembro de 2017

O meu anonimato


Como já surgem leitores aparentemente mais interessados no meu anonimato do que nos artigos que escrevo, é chegado o momento de dar as explicações possíveis.
São sólidas e imperiosas as razões que estão na base desta minha opção de resistência, pelo corpo docente deste país (ao qual, orgulhosamente, pertenço) e pela Escola em geral. Foi isso mesmo que afirmei no artigo com que me apresentei à blogosfera. Vim para ser mais um benigno sopro de energia, não para outros fins. Não desejo protagonismo nem sou protocandidato a nada, desejo apenas ajudar a mudar o mau rumo que algumas políticas estão a impor-nos.
O que, para muitos, seria um autêntico palco de cobardias e/ou festival de indignidades, de toda espécie (refiro-me ao anonimato, claro), para mim, é uma séria limitação. Porquê? Porque a honra me impede de ser aqui tão direto e tão agressivo como costumo ser, quando se trata de lutar pela causa do ensino. Sentiria vergonha, se usasse esta benévola sombra para desferir ataques insultuosos a pessoas e/ou instituições; sentiria vergonha, se usasse o anonimato do Quadro negro para desaguar ódios de estimação e vinganças pessoais. Não, o meu blogue jamais servirá essas causas. Aqui, sempre pulsará o coração da Escola Pública, nada mais. Se algum dia pisar esse risco, digam-me, por favor, que eu me retratarei e escacarei imediatamente o Quadro Negro.
Decidi assinar como A. Marte (“amar-te”) com óbvio intuito de afirmar o meu anonimato, de dar a entender que se trata de um pseudónimo, uma vez que Marte não é apelido autorizado em Portugal. É, pois, por amor (à docência, aos docentes, ao ensino e à Escola Pública) que aqui estou. Gostaria, por isso, que se concentrassem na mensagem, nas ideias, e não no emissor, que (acreditem) não é por nenhum motivo indigno que tomou esta decisão editorial.

6 comentários:

  1. Muito bem! Nunca fui demasiado curioso e aprecio a discrição.O conteúdo é muito mais importante do que o seu ator. Por mim percebo a sua opção. No meu caso já me senti vítima de injustiça por exteriorizar publicamente o que penso.

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  2. É o que faz melhor!

    Crítico

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  3. Decidi visitar-te, ler-te e apreciar-te por seres um Cidadão Anónimo... que expressa a sua individualidade na comunidade a que pertence.
    👏👏👏👏👏

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  4. Obrigado! Retribuirei a visita (aos três sítios).

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