domingo, 29 de outubro de 2017

Greve de claras em castelo -II


Prometi um segundo artigo sobre a desejada Ordem dos Professores e Educadores. Fica para quarta-feira, não pela data em si, mas pelo tempo de que conto dispor. Entretanto, tenho ainda o tema da greve para tratar.
 Para além dos números exatos da adesão real à greve da pretérita sexta-feira, há outras perguntas que têm de ser feitas e respondidas:
Ø  Por que motivo(s) na escola A , em dia de greve, tudo decorre na “mais absoluta das normalidades”, com praticamente todo o corpo docente a lecionar, e na escola B, ali ao lado (em muitos casos), a maioria dos professores está a faltar?
Ø  Por que motivo(s) a escola C está, em dia de greve, a “laborar” de acordo com a rotina quotidiana e a escola D, ali ao lado (em muitos casos), está encerrada?
É claro que, como muitos de nós, tenho duas hipóteses de explicação do fenómeno, mas pertencem ao inconsistente domínio da perceção intelectual. Carecem de sustentação mais sólida. Penso, por exemplo, no peso plúmbeo de certos diretores (escola A), no elevado número de funcionários em greve (escola D), no desaparecimento quase absoluto dos delegados sindicais… Temos de ir por aí, pois seria estúpido acreditar que, por ação de sucessivos caprichos concursais, certas escolas foram recheadas com um corpo docente descontente e reivindicativo e que, para outras, o destino decidiu enviar todos os professores conformados e obedientes que lá cabiam. Não tenho cérebro para tanto!
Nada melhor do que uma saudável lucidez, para dar passos firmes. Dura veritas sed veritas.

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